Quem somos

Somos Baniwa e Coripaco, povos indígenas do Alto Rio Negro.Estamos localizados no extremo noroeste Amzonico. São mais de noventa comunidades Baniwa, ao logo do curso do Rio Içana e seus afluentes. Tradicionalmente  nós auto-denominamos de Walimanai e Wakoenai. A Escola Baniwa e Coripaco, é resultado de um grande movimento das comunidades da região do Içana e afluentes organizadas em grandes encontros de educação e assembléias coordenadas pela Oranização Indígena da Bacia do Içana-OIBI, desde 1992. Foi implantada em 2000, e nesses 10 anos de funcionamento já formaram quatro turmas de alunos de ensino fundamental. Em agosto de 2007, foi inciado o Ensino Médio na Escola Pamáali. Contamos com o apoio e parceria da Organização Indígena da Bacia do Içana, Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental- ISA, Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro- FOIRN. Nestes ultimos anos contamos com apoio da equipe permanente do ISA-Içana (Adeilson Lopes da Silva/Ecólogo e Laíse Diniz- Pedagoga). E outros, que passam pela escola como visitantes, e outros.

Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali – EIBC

O projeto de educação escolar Baniwa e Coripaco, desenvolve suas atividades tendo em vista a formação do cidadão Baniwa e Coripaco voltado para a responsabilidade do trabalho em suas comunidades, para a criatividade e para a liberdade, para o respeito aos seus próprios valores, no diálogo intercultural.

A metodologia de esnino na escola é fundamentada em pesquisa, a partir do conhecimento tradicional: história de origem da humanidade do Povo Baniwa e Coripaco, conhecimentos da medicina, geografia, meio ambiente, manejo de recursos naturais para que o jovem se valorize e se identifique, relacionando-os com os conhecimentos cientificos academicos ocidentais. O ensino é voltado para a formação profissionalizante dos jovens, visando torná-los capazes de atuar no futuro, dentro de sua própria comunidade de origem e fora dela. A escola Pamáali atende alunos da segunda parte do ensino fundamental (3 e 4 Ciclo- equivalente a 5 a 8 série), desde 2001.  E o ensino Médio foi implantado em 2007, apenas reconhecido em 2009.

Objetivo: Formar o cidadão Baniwa e Coripaco voltado à responsabilidade dos trabalhos nas comunidades, capaz de promover ações de sustentabilidade, respeitando seus principios e valores sócio-culturais.

Missão: Desenvolver a Formação dos cidadãos Baniwa e Coripaco, com metodologia de ensino-pesquisa participativo, com bases nos principios e valores interculturais para serem protagonistas no desenvolvimento sustentável de suas comunidades e na construção da Politica de Educação Escolar Indígena no Rio Negro.

Valores e Crenças: Acreditamos que viver de forma sustentável é podermos usufruir os bens materiais e imateriais ecologicamente, economicamente e socialmente dentro das condições naturais e evitando a exploração predatória de toda riqueza do nosso território.

Visão de Futuro:

  • Os alunos formados estão contribuindo para a melhoria do bem estar social das comunidades.
  • A proposta de ensino desenvolvido na Escola Pamáali dissemindada nas outras comunidades.
  • A Escola Pamáali é centro de pesquisa de temas de interesse do povo Baniwa e Coripaco.
  • O ensino Médio está funcionando de acordo com o Programa de Educaçào Baniwa e Coripaco, com qual a escola Pamáali está colaborando permanentemente.
  • A Escola é financiada pelo poder público e os recursos estão sendo utilizados de acordo com a decisão e interesse do povo Baniwa e Coripaco.
  • Participação ativa dos pais de alunos, lideranças das associações e líderes religiosos na Escola Pamáali.
  • Plano de Gestão Ambiental implantado e funcionando.
  • Universidade Indígena Funcionando na Escola Pamáali.
  • Os Baniwa e Coripaco em consições de orientar os alunos no ensino-pesquisa em todos os ciclos e níveis de aprendizagem.

Gestão 2013

Juvêncio da Silva Cardoso – Coordenador Geral (ensino fundamental e médio)/ Relacionamento Institucionais/ 

João Claudio – Coordenador Adjunto

Erivaldo Macedo Paiva – Administrador

Arthur Garcia Gonçalves ( professor)

Daniel Figueiredo da Silva  (professor)

Francinaldo Farias Lourenço (professor)

Cleunice Apolinário (professora)

Gracimar Custódio paiva (professora)

Elton José (secretário)

Coordenação do setor de produção agrícola e zootécnica:

João Claudio

José Brazão

Edmilson Rodrigues

Serviços Gerais 

Roberto Aniceto Miguel – serviço geral/ prático fluvial

Terezinha Custódio Paiva – Cozinheira

_________________________________________________________________

Associação do Conselho da Escola Pamáali -ACEP

É uma associação sem fins lucrativos, de duração indeterminada, com atuação junto à Escola Indígena Baniwa Coripaco Pamáali, fundada no dia 2 de dezembro de 2001, durante assembléia realizada na escola Pamáali, esta associação tem sede e foro no Municipio de São Gabriel da Cachoeira/AM. Desde a sua fundação vem atuando diretamente nas discussões de educação escolar indígena no âmbito municipal, estadual e federal. A ACEP foi criada num momento crítico e difícil em termos de diálogo comos poderes públicos com relação à educação escolar indígena, por causa do sistema tradicional de educação no Brasil. O objetivo principal da ACEP é articular os trabalhos da escola com as políticas públicas a nível municipal, estadual e federal, como também articular e gerir as atividades da escola nas comunidades que participam do conselho da escola.

Diretoria Executiva da ACEP (2013-2016).

Presidente: Juvencio da Silva Cardoso

Tesoureiro: João Claudio

Secretário: Erivaldo Macedo Paiva

Conselho Fiscal: André Fernando, Roberto Paiva, Roberto Miguel e Santiago de Souza

Atualizado em 07/11/2012

  1. Professor Robin

    Parabens para essa iniciativa de voces. Espero que as comunidades do Aiary estao incluidas entre voces nesse projeto.
    E gostaria de colocar a sua disposicao todos os arquivos e todas as minhas publicacoes sobre o povo baniwa.
    Mais uma vez, parabens !
    Robin M. Wright

  2. Professor agradecemos pelo comentario.
    Estaremos envolvendo tambem as escolas e comunidades da regiao do Aiari.

    abraços

  3. Parabens!
    Muito importante sua conquista.
    Desejo muita união a voces para tocar esta bela iniciativa… Por cá…adorariamos poder saber mais sobre vosso trabalho e pensarmos num intercambio… Estamos fundando a Escola Esperança da Terra
    Abraços

  4. Qts alunos já se formaram???

  5. Escola Pamaali

    Oi Natalie, ja se formaram quatro turmas de alunos, 80 alunos no total.

  6. Escola Pamaali

    Ja se formaram quatro turmas de alunos, cerca de 85 indivduos. Em setembro deste ano, estaremos comemorando os 10 de experiencias e existencia da Escola Pamaali. Voce est convidada.

    2010/3/30,

  7. jorge rezende maia

    sou professor de educação fisica do ifam campus manaus zona leste e gostaria de saber quais são as principais ativididades fisicas dsenvolvidos no processo educacional. importancia dos jogos e danças na educação da etnia baniwa é o meu assunto.

  8. Escola Pamaali

    Olá Jorge, tudo bem? Me chamo Raimundo, sou professor da Escola Pamáali, mas, não da área que voce procura, mas, vou encaminhar a perguntar ao professor da área, e em breve vamos lhe dar a resposta.

    Pode nos enviar nos contatos: benjamimray@gmail.com e escolapamaali@gmail.com para conhecermos melhor a sua proposta de pesquisa e tema de estudo.

    Abraços

  9. Como mudou o povo Baniwa/’Walimanai’ ! Agora, uma ‘hidrocinetica’ ! O que a tecnologia e globalizacao nao fazem ! Mudanca interessante, Baniwa sempre gostou das coisas novas e diferentes ne ? Boa sorte.

  10. Espero que as caixas de material de pesquisa que mandei para a Escola ja chegaram nas suas maos. Nao recebi nenhuma noticia se foram uteis para voces ou se serviram para alimentar os peixes. Parece que vcs tomaram rumo mto distinto….

  11. Conhecem voces a historia de onde vem a tecnologia ? Pergunte aos velhos que sabem bem essa historia. Nhiaperikuli deixou dois tipos de sabedoria com os primeiros seres humanos que ele criou: um eh a sabedoria indigena, “Waferinaipe Ianheke”, e a outra eh a tecnologia e a industria – a sabedoria dos Ialanawinai. Nao eh que eh ruim se ajuda so que vai transformar a natureza, implantando algo nela que nao eh dela. Mas quem somos nos de falar – a tecnologia foi a ruina da sociedade branca. A sabedoria indigena das tradicoes diz muito mais sobre a natureza do que qualquer nova pessa de tecnologia. A hidrocinetica esta sendo implantado para resolver um problema criado pela “necessidade” de energia eletrica. – para computadores, e outras maquinas. Pessoalmente acho que a tradicao antiga ensina muito mais…

  12. nelson josé da silva

    parabém!!!
    continuem sendo lutadores da nossa escola
    assim lutando e conguimos para melhor
    condições dos nossos irmãos que virão.
    parabéns mesmo!!!!

  13. cristina velasquez

    Ola pessoal, agradeço o convite para visitar esse lindo trabalho da escola Pamaali, adorei!! Parabéns pela iniciativa!! Daqui de Canarana no Xingu, desejo tudo de bom pra vcs! Este ano iniciaremos nossa experiencia com o I Processo de Formação em gestão territorial do PIX, vamos compartilhar idéias!!

    abs
    cris

  14. Alfredo,
    não sei se lembra de mim. Nos conhecemos no ISA em fevereiro/março desse ano. Estou fazendo um curso sobre meio ambiente e sustentabilidade. Pude ver o trabalho de vocês e achei bem legal. Parabéns!!! Gostaria de saber mais sobre o trabalho de vocês, como são as aulas sobre sustentabilidade, qual a visão de vocês para a sustentabilidade da região, do Brasil e do mundo.
    Grande Abraço,
    Giovanna

  15. Olá amigos,
    em nome da Alianca pelo clima da Áustria quero saudar a escola Pamaáli na ocasiao das comemoracoes dos 10 anos e desejamos muita forca e coragem para proseguir com este trabalho de formacao! Desde o início, o companheiro André Baniwa nos informou sobre os objetivos, lutas e trabalhos das comunidades do rio Icana que consideramos muito importantes e bons exemplos para elevar a qualidade de vida de forma sustentável, sem perder a ligacao com as raizes culturais e sem destruir a natureza.
    PARABENS!!!

    Abs
    Joao

  16. Eliane Magna

    Olá, estava pesquisando ma internet para um trabalho de educação escola indígena e achei o site de vocês, achei muito interessante e gostaria de mais informações. Sou aluna do curso de Pedagogia e gostaria de mais informações sobre a escola de vocês.

    Abraços,
    Eliane

  17. Aldenize Pinto de Melo do Nascimento.

    Olá, sou a professora Aldenize Pinto de Melo do Nascimento e fui convidada a conhecer a escola Pamáali pela professora Maria Auxiliadora Ruiz e estou muito ansiosa para ir visitar voces. Sei que poderei aprender muito e se possivel contribuir de alguma forma. O que mais me chamou atencao em relacao a escola é a preocupacao em manter as raizes sem se desconectar com outras culturas, isso mostra muita maturidade. Um abraco.

  18. A escola EIBC PAMAALI está sempre de porta aberta parta receber visitante, desde que seja depois de todo um conjunto de planejamento.

  19. Puxa !!!! É dificil esquecer onde crescer e aprender muitos conhecimentos…a Minha escola pamaali está sempre no meu coração…quem sabe um dia vou visitar…abrc pra vcs…

  1. Pingback: Associação do Conselho da Escola Pamáali elege sua nova Diretoria. « Yanheekhetti Matsiaperitsa

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