Pitsiro Pamáali: Movimento Indigena

Pitsiro Pamáali, é o nome dado ao Jornal lançado pela Escola Pamáali nesta semana. Pitsiro, é nome de um passaro em Baniwa, que significa “Mensageiro”. Para nós, quando ele aproxima com seu assobio alegre significa que está tudo bem com os conhecidos, amigos e familiares, e quando faz seu assobio triste, significa algo errado ou triste está acontecendo. O nosso jornal visa fazer o papel de mensageiro, levar informações sobre as Atividades da Escola Pamáali, e das outras escolas da Região do Alto Rio Negro, divulgar a nossa cultura e valores. Nesta semana, com a orientação da Andreza Andrade- jornalista do Instituto Socioambiental- ISA, foi realizado a Oficina de Comunicação na Escola. E como resultado dessa oficina, foi formada uma equipe composta de fotógrafos, repórteres, editores, chefes de redação para editarem a primeira edição do jornal de noticias e escrever matérias sobre acontecimentos importantes ocorridos na Escola nestes últimos três meses. O jornal será lançado em cada três meses.

MOVIMENTO INDIGENA

Organização Indígena da Bacia do Içana realiza Assembléia com participação de 250 pessoas.

Foto: Alfredo Brazão. Participantes da Assembléia Anual da OIBI na comunidade Tucumã- Médio Içana.

Por Orlando Fontes

Realizou-se a assembléia anual da Organização Indígena da Bacia do Içana- OIBI, na comunidade Tucumã Rupitá, médio Içana, entre os dias 16 a 18 de julho de 2008. Durante esses dias foram tratadas as pautas: últimos acontecimentos nas comunidades, apresentação dos resultados das pesquisas de Manejo, Discussão do Acordo de pesca e conhecimento tradicional.

Na assembléia estiveram presentes os parceiros: ISA, FOIRN, CABC e as organização da bacia do Içana: ACIRA, UMIRA, UNIB, AAMI, AIBRI, ABRIC e OICAI. Foi feita a avaliação dos acontecimentos nas comunidades da área da OIBI. Inicialmente começou o discurso do Mario Farias vice-presidente diretor atual da organização e ao mesmo tempo coordenador do projeto Kophe Koyaanale, onde comentou sobre o projeto que estava em execução nestes ultimos anos. Um projeto desenvolvido pela Organização Indígena da Bacia do Içana desde 2005, que é Kophe Koyaanale, pelo Projeto Demonstrativos para Povos Indígenas- PDPI. Segundo Mario Farias coordenador do projeto, os primeiros passos das atividades começaram no dia 12 de março de 2006, contando com o monitoramento dos agentes indígenas de manejo ambiental- Aima. Esta atividade foi uma pesquisa de levantamento de recursos pesqueiro no médio Içana.

Foram apresentados os resultados de pesquisa desenvolvido pelo projeto nas 17 comunidades do médio Içana. Dois pesquisadores representantes da equipe comentaram dificuldades, possibilidades e facilidades enfrentado durante a pesquisa. Os resultados de pesquisa nas comunidades foram: monitoramento de 750 dias durante dois anos da atividade de pesca. Para cada dia, a média de pescaria no médio Içana foi de 6 pescaria por dias, entre os homem e mulheres participaram da atividade 22 mulheres de 8 à 85 anos durante a execução do monitoramento. E foram monitorados cerca de 271 homens de 5 à 90 anos de idade. Somando um total de 4500 pescaria acompanhadas pelos pesquisadores.

Houve a discussão sobre o acordo de pesca do rio Içana com a participação da assembléia. Foram discutidos: as práticas de manejo considerado ruins para manutenção do recurso pesqueiros, pratica considerados boas, definição de acordo de pesca e elaboração de mínimo de tamanho de peixes que podem ser capturados pelos baniwa.

DISCUSAO SOBRE O CONHECIMENTO TRADICIONAL

A pauta foi discutida com a presença do André Fernando, presidente da OIBI e vice-presidente da Foirn, que conduziu a discussão sobre o novo projeto elaborado e que em breve será executado com apoio da empresa Brasileira de Cosmético, a Natura. Foram formados grupos de trabalhos sobre as questões reflexivas a respeito do projeto.

Oficina de Elaboração de Projeto para Escola Coripaco.

Por Raimundo Benjamim

A Oficina de Elaboração de Projeto da Escola, organizada pela Organização Indígena Coripaco do Alto Içana – OICAI, realizada nos dias 18 a 23 de agosto, teve como objetivo a elaboração do projeto de Sustentabilidade da Escola Coripaco, com centro na comunidade Coracy e salas nas comunidades Pana-Panã e Jerusalém. Os resultados foram: o levantamento de temas de interesse das comunidades que serão desenvolvidas para garantir a sustentabilidade, como a Roça, Avicultura e Piscicultura. “O movimento Indígena do Rio Negro, em especial a região do Içana, está na fase avançada, principalmente na discussão sobre a Educação Escolar Baniwa e Coripaco. E o nosso papel como coordenadoria é apoiar as iniciativas das associações da região do Içana” disse o diretor da Coordenadoria das Associações Baniwa Coripaco-CABC, Custódio Benjamim. O primeiro trabalho a ser desenvolvido nas salas será a roça, que visa a sustentabilidade e valorização da roça tradicional Coripaco. Na comunidade Jerusalém, já foi iniciado o trabalho de roça com os alunos da sala. Em todas as fases de trabalho, desde a roçagem a etapa de produção a comunidade será envolvida. A produção da escola servirá como merenda para os alunos, e o excedente será vendido para aquisição de materiais necessários para a escola. O passo agora será a elaboração de um projeto a ser desenvolvido pela escola, em parceria com a OICAI e CABC.

Ray

Fonte: Psitiro Pamáali

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Sobre Escola Pamaali

A Escola Pamáali é um resultado de construção da Educação Escolar própria pelos povos Baniwa e Coripaco, que iniciou desde meados da década de 90 (reuniões e grandes Encontro de Educação escolar Baniwa e Coripco). Começou a funcionar a partir do ano 2000 com 35 alunos. Hoje a EIBC-Pamáali é uma das referências em Educação escolar indígena na região do Alto Rio Negro.

Publicado em 26/08/2008, em Movimento Indígena. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Que Legal! As materias estao otimas..

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