Assembleia Anual da OIBI em Tucumã

Um pouco de Historia…

A Organizacao Indigena da Bacia do Içana foi fundada no dia 2 de julho de 92 na comunidade Juivitera. Nesse tempo, estava começando o movimento das organzações na Região. A Federeção das Organizações Indigenas do Rio Negro acabava de ser fundada em abril de 87, e no Rio Içana ainda so tinha a Associacao das comunidades Indigenas do Rio Içana- ACIRI, a atual OCIDAI, uma organizacao sediada na comunidade Assunção no Baixo Içana. Nesses anos a Região do Içana estava sendo invadido pelas grandes empresas mineradoras e com isso estavam em conflitos sociais, pois uma parte concordavam com a entrada dessas empresas e outras não. E a OIBI nasceu nesse momento para lutar pelos direitos e buscar alternativa de melhoria das condições de vida dos Baniwa da regiao. Durante estes anos de existencia e de atuacao, graças as suas parcerias como Instituto Socioambiental-ISA, FOIRN e varias instituições de Estudo e Pesquisa conseguiu tornar-se uma das primeiras Organizacaoes Indigenas bem sucedidas, atraves de varios projetos desenvolvidos como Arte Baniwa, O Projeto de Educacao, hoje a Escola Pamaali, e varias outros realizados na sua região de abrangencia politica que envolve 17 comunidades Baniwa do Medio Içana. Em 2005, lançou o Projeto Manejo Sustentavel do Recursos Pesqueiros no Medio Içana- O Kophe Koyaanele, encaminhado e aprovado Projetos Demonstrativos dos Povos Indigenas- PDPI. Após tres anos de execucao do Projeto , termina neste ano, e os resultados desse estudo são temas da Assembleia realizada na comunidade Tucuma neste mês, entre os dias 16 a 18.

Assembleia Anual da OIBI em Tucuma, ontem 16, quarta-feira.

Começou-se com animação dos alunos da Escola Pamaali e depois com apresentacao das comunidades da Area de abrangencia da OIBI, depois as Organizações da região presentes como a ACIRA/UMIRA, UNIBI/AAMI, AIBRI, ABRIC, OICAI, depois foram apresentados os parceiros como o ISA, a FOIRN, CABC, a ACEP- Escola Pamaali. Coordenado pelo Vice-presidente da OIBI, Mario Farias, iniciou as atividades introduzindo e apresentando as pautas que serao trabalhados durante a assembleia. Apresentou os dados gerais do Projeto como a duracao, numero de pescas acompanhadas, numero de pescadores registrados masculino e femenino, numero de escpecies de peixes pescados por pescadores acompanhados. Os Pesquisadores do Projeto falaram do trabalho de acompanhamento de pesacarias quefizeram nas suas comunidades, as comunidades tambem a sua vez de avaliar o trabalho desenvolvido nestes ultimos anos pelo projeto. “ A comunidade colaborou comigo durante o acompanhamento de fiz, eo importante que considero nestes anos do projeto, e que a prendi muitas coisas boas para mim”-diz o Santy, pesquisador do Projeto da comunidade Maua Cachoeira. “Voces tem aqui patriomonio muito importante, e e poucos lugares da Amazonia que tem esse tipo de registro”diz o Adeilson Lopes, Ecologo do Instituto Socioambiental- ao contar a Experiencia desenvolvida em Mamiraua. A noite, foram apresentadas os dados estatisticos sobre a pesca na regiao, como a participacao das clãs nas pescarias, tipos de de materiais de pesca, Idade dos pescadores, numero de pescadores de cada comunidade que foi envolvida no projeto e outros graficos sobre os resultados da pesquisa. “Hoje pela manhã, nos falamos de como analisamos a situação dos recuros pesqueiros nas nossas comunidades do nosso ponto de vista, e esses graficos são formas de analise de resultados do ponto de vista da pesquisa, uma forma de “os brancos” analisarem resultados de certa pesquisa”- diz o Mario Farias, ao ternimar a apresentação dos graficos.

A assembléia decide um passo importante  para a sustentabilidade dos Recursos Pesqueiros da Bacia do Içana.

O dia 16, quarta-feira, foi o dia historico para os Baniwa da região do Içana, na decisao do futuro dos recursos pesqueiros da regiao . Após de apresentados os principais resultados do Projeto Kophe Koyaanale, e a opiniao das comunidades sobre o tamanho minimo de captura os participantes da assembleia, com idade acima de 15 anos, uma decisao da assembleia, votaram indicando qual sera o tamanho minimo de captura das 104 especies de peixes registrados durante 3 anos de execução do projeto, um passo importante do acordo de pesca a ser implementado pelo projeto. A votação foi possivel atraves dos mais de 500 peixes desenhados pelos pesquisadores e alunos da Pamaali, expostos no centro comunitario da comunidade para facilitar os votos, que foram acompanhados pelos alunos e pesquisadores. “Lhiawatsa lhienhe wanhexoopa, ikaitekawape koamekawatsa waitsaletaka wapedzalhewa”- diz o Coordenador do projeto.

Velhos participando da votação
RayBaniwa
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Sobre Escola Pamaali

A Escola Pamáali é um resultado de construção da Educação Escolar própria pelos povos Baniwa e Coripaco, que iniciou desde meados da década de 90 (reuniões e grandes Encontro de Educação escolar Baniwa e Coripco). Começou a funcionar a partir do ano 2000 com 35 alunos. Hoje a EIBC-Pamáali é uma das referências em Educação escolar indígena na região do Alto Rio Negro.

Publicado em 17/07/2008, em Eventos, Movimento Indígena. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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